quarta-feira, 19 de outubro de 2011

    Chapeuzinho Vermelho Win!

    Agora imagine um conto inteiro nesse estilo! *--*

    segunda-feira, 17 de outubro de 2011

    Combo! Sonhos lúcidos #09, #10 e #11

    Isso mesmo. Vou descrever três sonhos lúcidos diferentes que tive neste fim de semana. Na verdade, eu tive quatro, mas não me lembro de um deles... Bom, o primeiro foi na noite de sexta para sábado, onde eu fui dormir duas horas mais cedo do que o costume, pois estava caindo de cansado.

    Não sei se houve algo antes disso, mas quando fiquei lúcido estava no quintal da antiga casa da minha avó (lugar comum nos meus sonhos). Olhei para as minhas mãos e vi que eu só tinha quatro dedos em cada. Estavam pequenos, grossos e meio quadrados... Achei engraçado e abri e fechei as mãos algumas vezes, antes de ir em direção a casa. Desejei que houvesse pessoas lá dentro.

    Quando me aproximei da porta, vi que ela não tinha maçaneta. Mesmo assim consegui abri-la, girando a chave. Realmente haviam algumas pessoas dentro, mas estava escuro. O lugar parecia um galpão velho. O cenário foi escurecendo, enquanto uma mulher dizia algumas coisas que eu não conseguia entender. Então eu acordei, satisfeito por depois de quase um mês conseguir ter um sonho lúcido de novo.

    Na mesma noite, tive mais um sonho lúcido. Me lembro de estar na Rua de Lazer da cidade, quando olhei pras minhas mãos e vi que estavam do mesmo jeito que no sonho anterior. Era noite e eu fui andando pela rua. Desejei que o céu e o ambiente ficassem mais claros e as luzes de uma parte da rua se acenderam. Não foi bem o que eu esperava, mas acho que deu certo, hehe...


    Continuei andando até que vi um grupo de pessoas se olhando em um espelho grande, que estava na calçada. Não pensei duas vezes e corri pra frente dele também. Sempre tive curiosidade em me olhar num espelho durante um sonho. O que aparece nele é sempre imprevisível, pelo que dizem outros onironautas...

    Eu não via o reflexo das outras pessoas que estavam perto de mim. E no meu reflexo, eu estava sem nariz, tipo o Voldemort... Minhas roupas também estava diferentes. Eu sei que estava de camisa de manga curta, mas no reflexo, usava uma blusa comprida com estampa xadrez. A partir daí não me lembro mais de nada.

    E eu posso jurar que tive mais um sonho lúcido depois desse. Mas não me lembro de nada. Apenas da lembrança de ter tido ele. Posso estar enganado também. Que seja, dois sonhos na mesma noite já está bom... :)

    O terceiro sonho válido foi nesta noite, virada de domingo para segunda. Começou comigo na vila de Melgaço, um lugar distante uns 35 Km de onde moro. Estava de noite e eu fui andando pela rua, feliz por ter mais um sonho. Dessa vez estava difícil me manter sonhando. Me foquei um pouco no sonho até que as coisas pareceram ficar mais estáveis. Pensei em voar, mas mudei de ideia, já que estava escuro. Não seria tão legal como num outro sonho, onde as coisas estavam completamente nítidas e cheias de vida. *--*

    Tinha alguns carros passando na rua e eu fiz uma coisa que sempre quis fazer na vida real. Tipo, eu sempre faço piada com um amigo meu, quando tem carros na rua atrapalhando nossa passagem. Finjo dar um chute no carro e a gente se poca de rir, imaginando ele saindo capotando ou parando no alto de um prédio... :P

    Aí eu dei uma bicuda na lateral de um carro e ele decolou, caindo a uns trinta metros de distância, rolando! Foi demais. Tentei fazer mais um vez, mas errei o chute. =/ Aí eu fiz uma coisa cruel: agarrei um cara pelo braço e arremessei ele pra longe. Ele bateu em um poste, a uns dez metros de distância e ricocheteou pra parede duma mercearia. Foi tipo quando você faz o macete de "super soco" no GTA San Andreas...

    Eu estava muito criativo nesse sonho, huahua. Desejei que um meteoro caísse na rua. E caiu, abrindo uma cratera no asfalto! o_O' Achei legal e desejei mais. Várias pedras começaram a cair, pegando fogo. Estava no meio de um armagedom... Eu olhava pra cima e ia tentando desviar dos meteoritos. Um deles quase acertou meu pé. Até achei que ia acordar, no meio daquele caos.


    Fui pra baixo da sacada da mercearia e quando olhei pra rua de novo, já estava caindo uma chuva normal. Como no sonho da sexta-feira, desejei que as coisas ficassem mais claras, já que era noite também, e que a chuva parasse. E deu certo. A chuva parou e o céu ficou claro, com direito a um sol idiota (que parecia de desenho animado... ¬¬) aparecendo por trás das montanhas... Kkk. Andei mais um pouco pelo cenário, dobrei a esquina e fui acordando.

    É isso. O interessante dessa sequência de sonhos lúcidos foi que eu consegui controlar o cenário. As coisas não foram acontecendo perfeitamente da maneira que eu imaginava, mas até que foi legal... Ah, e quando acordei do sonho em que chovia, caía um temporal forte aqui na cidade, fazendo muito barulho no quintal. Dizem que fatores externos, como luz e som, influenciam no que acontece durante o sonho. ^^

    quinta-feira, 13 de outubro de 2011

    "My Story" - Elyn (Parte 2)

    Desde que conheceu Kay, Elyn já havia desejado inúmeras vezes que esse encontro jamais tivesse acontecido. Porém sempre se arrependia quando pensava isso, já que então o garoto estaria morto e ela nunca saberia toda a verdade por trás de seu passado obscuro...

    Até aquele momento, Elyn não sabia o motivo pelo qual possuía aquela habilidade. Por mais de mil anos, nem se quer uma ruga aparecera na pálida e bela face da garota. Ela ainda não sabia se sua imortalidade era dom ou uma maldição.

    Desde o dia em que tocou Kay, ela soube que o mundo já foi diferente, habitado por seres - humanos ou não - muito poderosos. Eles batalhavam incansavelmente entre si, dia e noite, desde a criação do Primeiro Mundo. Foi assim até que um desses seres, um dos imperadores imortais, desrespeitou as leis do Criador e corrompeu a harmonia existente. Ele desejou ter o mundo só pra ele, nem que isso custasse sua imortalidade.

    O Criador então se apresentou fisicamente na Terra, destruindo não apenas o ímpio imperador e seu exército, mas também quase tudo o que existia. Na verdade, nem mesmo o Criador tinha poder para varrer da face da Terra os imperadores imortais e sua elite. O que fez foi aprisionar suas almas em cristais.

    O mundo foi recriado e se desenvolveria perante as leis dos homens, que não possuíam mais o direto à imortalidade. Os cristais foram depositados nos lugares mais inóspitos do planeta, à fim de não serem encontrados.

    O rumo que essa nova história tomaria estava nas mãos de todos, mas a linha do destino ainda pertencia ao Criador, que por algum motivo manteve viva uma das fiéis servas de um dos imperadores, fazendo dela a única pessoa a portar o dom da imortalidade presente no Segundo Mundo. Essa serva era Elyn.

    Tudo isso era repassado na mente da garota, que não parava um segundo sequer para descansar da corrida. Quanto mais perto do coração da montanha, maior era a dificuldade em continuar a caminhada. Mesmo usando uma bandagem de flores com poder de cura, a ferida na perna doía incessantemente. E isso diminuía consideravelmente sua velocidade.

    Além disso, quanto mais entrava no coração da montanha, menor era a quantidade de oxigênio no ar. A atmosfera ficava cada vez mais pesada e hostil. "Se Kay não fosse tão impulsivo, nada disso estaria acontecendo", pensava Elyn. "Ainda estaríamos em Therion, relembrando o dia em que nos encontramos pela primeira vez, doze anos atrás".

    Os túneis arenosos começaram a dar lugar a uma terra úmida. Já deveria estar bem fundo agora. A garota correu por mais alguns minutos e o túnel apertado deu lugar a uma enorme cavidade no subsolo, como um salão arredondado, mas com paredes de rocha. No teto do hall haviam incontáveis estalactites, enquanto o chão era estranhamente plano e bem sólido. Elyn só conseguia enxergar tudo isso graças a estranhos cogumelos fluorescentes que infestavam o lugar, dando um tom azulado e monocromático à caverna.

    Ela nunca havia contemplado um cenário como aquele. Desde que havia saído em perseguição pelo Deserto de Salugörn, este foi o único momento em que se sentiu relaxada. O silêncio foi quebrado por um ecoante grito de dor, vindo do outro lado do hall. Elyn despertou de seu transe de tranquilidade e, se deslocando mais a frente, pôde ver que havia uma outra passagem na parede, do lado oposto pelo qual havia entrado.

    Se apressou por entre o túnel, enquanto ouvia gritos mais baixos e tilintar de metal, vindo de algum lugar próximo. Podia ver à frente mais uma abertura com luz azulada, dando para o que parecia ser outro salão, aberto nas entranhas da terra. O ecoar, do que parecia ser uma ferrenha luta de espadas, ficava mais alto à medida em que seguia o som, passando por mais túneis e mais salões.

    O coração de Elyn batia cada vez mais rápido, até que chegou ao fim de mais uma passagem e pôde ver o golpe final da batalha, que acontecia em um hall diferente dos outros. Nas paredes haviam sulcos e marcas negras de fogo e o chão estava repleto de pedras, que pareciam ter caído do teto durante a luta. Kay estava de joelhos encima de um grande bloco de pedra, com a própria espada atravessada no peito. Ainda estava vivo, embora seus olhos já não demonstrassem mais isso.

    Há alguns metros dele estava o inimigo, de pé, com um meio sorriso no rosto e um olhar indescritível. Ele se aproximou e empurrou o ombro de Kay com o pé, fazendo o garoto tombar para a direita. Elyn vira aquilo com um aperto muito grande no peito. Não podia acreditar no que estava acontecendo.

    O homem, ainda voltado para Kay, notou a presença da garota e a fitou pelo canto do olho, sem demonstrar sentimento algum.

    Agradecimentos especiais a Vindemiatrix, que me apoia e me inspira!

    sexta-feira, 7 de outubro de 2011

    "My Story" - Elyn (Parte 1)

    Elyn já não sabia mais o que estava fazendo. Suas ações já estavam tomadas por seus próprios sentimentos. Nem mesmo as inúmeras bifurcações dentro da montanha, onde centenas de guerreiros entraram e nunca saíram, podiam conter sua determinação em cumprir seu objetivo. De maneira alguma ela iria deixar que seu melhor amigo morresse. Não daquela forma, depois de tudo o que já haviam passado juntos.

    O brilho dos seus olhos só não era maior que a luz azulada da sua lança. Luz essa que rasgava as trevas e queimava os olhos frágeis das criaturas malignas que ali viviam. Tudo o que ouvia eram seus próprios passos, rápidos e ritmados, e o grunhido de animais estranhos.

    Os segundos pareciam eternidades. A sensação de já ter passado pelo mesmo túnel várias vezes era inevitável. E conseguir enxergar apenas num raio de cinco metros tornava a situação ainda mais sufocante.

    A garota, ainda correndo, pôde ver dois pequenos pontos brilhantes a alguns metros além do seu campo de visão.

    - Droga!

    Ela então pára e observa os dois pontos, imóveis no escuro. Mais dois pontos, ainda menores, aparecem do lado esquerdo dos primeiros. E mais dois surgem do lado direito. O silêncio foi quebrado por latidos furiosos ecoando por toda a caverna. Os três pares de olhos foram se aproximando de maneira irregular, revelando também faces furiosas, à medida em que chegavam mais perto da luz.

    A mesma pedra azul, que brilhava no amuleto de Kay, há mais de uma década, continuava a brilhar de maneira intensa, mas agora na haste da lança de Elyn. A garota afastou os pés , girou sua arma e num corte frio atingiu um dos lobos com um golpe mortal, enquanto se esgueirava entre os outros dois. Rapidamente os animais se voltaram contra Elyn e correram em passos fortes para uma segunda investida.

    A lança deu outro giro, ferindo mais um lobo, enquanto o outro era intimidado por uma rasteira. Em poucos segundos, apenas um dos cães negros ainda estava em condições de lutar. Ele se levantou, sacudindo o pó claro do seu pêlo, e avançou pela terceira vez, deixando um rastro de saliva no chão.

    A garota se preparava para dar mais um golpe, quando foi surpreendida pela trajetória do animal, que desviou no ultimo instante, levantando poeira. Não havia mais tempo para completar o corte, nem para se defender, e Elyn foi ferida por uma mordida incompleta. Os dentes afiados fizeram rasgos profundos na sua perna. Ela caiu e se afastou como pode, rastejando.

    O lobo que havia sido ferido, e que nada mais podia fazer, uivava a alguns metros, esperando seu companheiro terminar o trabalho. O animal partiu para a quarta investida, com um brilho claro, porém de raiva, nos olhos atrofiados. Elyn apenas sorriu e o viu tombar, com os pés enroscados num tipo de raiz seca.

    O brilho azulado, que tomava conta do lugar, se misturava em um tom de verde, emanado por outra pedra. Raízes brotavam do chão e das paredes, enquanto o lobo se debatia, à medida em que era imobilizado pelas plantas. O outro lobo, inquieto, fugiu mancando. Então a batalha estava terminada, com perdas para ambos os lados. Mas a vitória era de Elyn.

    Ainda com as duas pedras brilhando, a garota tocou o solo. Grama começou a crescer numa pequena área e, junto com ela, algumas plantas iam surgindo, florescendo em questão de segundos. Elyn pegou algumas das flores, as amassou e colocou sobre sua ferida, amarrando-as em seguida com um pedaço de pano branco, rasgado da sua própria roupa.

    Não havia mais tempo a perder. Ela se levantou, olhou com desprezo para o lobo, ainda vivo entre as raízes, e voltou a correr o mais rápido que pode, mesmo sentindo muita dor. Uma dor não tão forte quanto imaginar que já poderia ser tarde demais...